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Cirurgia inédita realizada no Vitória Apart Hospital para salvar gêmeos na barriga da mãe

Uma cirurgia inédita no Estado salvou os gêmeos que estão na barriga da bióloga Ana Heloísa Carvalho, de 35 anos. Ela convive com a primeira gestação e está grávida há 23 semanas. O procedimento foi realizado na maternidade Vitória Apart Hospital, na última segunda-feira.


A bióloga descobriu durante exames de rotina feitos com 16 semanas de gravidez, que os bebês tinham Síndrome da Transfusão Feto-Fetal. Isso acontece quando os fetos compartilham a mesma placenta. Porém, eles geralmente estão em bolsas diferentes.


O compartilhamento fez com que um dos bebês ficasse com mais sangue do que o outro. Isso porque vários vasos sanguíneos da placenta se comunicaram de forma irregular, fazendo com que um bebê recebesse mais sangue pelo cordão umbilical conectado na placenta do que o outro. Assim, um bebê corria risco de sofrer infarto pelo excesso de sangue, e outro poderia ter anemia.


Para tentar reverter o problema, foi necessário realizar um procedimento nos vasos sanguíneos da placenta, para, assim, poder garantir que essa transfusão de sangue entre um gêmeo e outro não continuasse acontecendo.


Especialista em Medicina Fetal e responsável pela cirurgia de Ana Heloisa, o médico Paulista Maurício Saito realiza o mesmo procedimento de três a quatro vezes por mês, em todo o País, e explica que, em média, 5% a 10% das gestações gemelares sofrem com a Síndrome da Transfusão Feto-Fetal.


A cirurgia consiste em introduzir na barriga da gestante, dentro do saco gestacional, que fica localizado no útero, uma câmera de vídeo, para visualizar os vasos e os bebês. Em seguida, é introduzida uma caneta de laser para interromper a transfusão entre os vasos.


Com cerca de uma hora, a cirurgia foi realizada com sucesso e garantiu que ambos recebessem sangue de forma igual, tudo direto da placenta, como deve ser.


"Ainda é uma gestação de alto risco. Temos que acompanhar para saber se o problema será 100% solucionado", explicou Saito.


O diretor do Vitória Apart Hospital, Rodrigo Lugão, disse que o procedimento realizado na gestante é "muito especializado". Por isso, foi preciso trazer um médico de outro estado.


"Coube a nós, do Vitória Apart, garantir a segurança à mãe e ao bebê de uma cirurgia bem-sucedida e inédita. A questão é que a medicina capixaba está avançando", disse.


A mãe disse que, se não tivesse feito exames, não teria como identificar  a  síndrome, pois não teve nenhum sintoma em sua gestação.



Matéria publicada em A Tribuna no dia 13/11/2019 - Todos os direitos reservados

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